domingo, 26 de fevereiro de 2012

Sinto uma tristeza, um desânimo tão grande, mas no fundo, beem no fundo me sinto feliz. É estranho...
Completei 50 horas de nf, depois disso acabei tomando um yogurte light, de 54 kcal, acontece que quase desmaiei na escola onde trabalho. Sabem, não me importo em desmaiar, em morrer, do jeito que as coisas andam, não seria nada de impressionante, mas não quero morrer gorda, preciso continuar.
Por enquanto e espero que continue assim, as coisas estão sob controle, no fds não tem como fazer nf porque minha mãe está direto em casa e estava só me incomodando porque estava com olheiras terríveis e desanimada, insistindo para eu comer e perguntando o que eu como quando ela não está em casa. Sempre tenho que tirar alguma fruta da cozinha e dar um fim nela, ou dar um yogurte pra minha cachorra pra que minha mãe não desconfie que não é verdade que estou me alimentando 'bem'.
 Mesmo preferindo ficar trancada em casa e morrendo de vergonha de sair, fui na academia na quarta, quinta, sexta e no sábado de manhã.
Amanhã (segunda) começam as minhas aulas. Enfim 4º e último ano! tenho aula normal até maio, depois, em junho, tem um microestágio, de 3 semanas e depois das férias de julho, o estágio que vai até dezembro.
Acho que finalmente as coisas agora vão ficar melhores. Saio de casa às 7:15 pra ir na aula, depois da aula, vou direto para a creche, chego em casa só às 18:20, hora que minha mãe sai de casa lol e às 19:00 vou para a academia. Com isso, vou conseguir muitos nf's *-* mesmo depressiva, isso me deixa muito feliz.

Tenho vergonha de sair de casa e não tenho nem ânimo de me arrumar para fazer de conta que está tudo bem comigo. Não tenho nenhuma amiga com quem eu possa conversar, mesmo pensando que não quero ver ninguém, às vezes da uma saudade de quando vivia rodeada de pessoas, rindo o tempo todo...
Minhas 'pseudo-férias' terminaram e não fiz nada de produtivo -.- que droga! Sou uma inútil mesmo.
Não sei se estou realmente preparada psicologicamente para voltar à escola, aquele lugar que não gosto, preparada para rever todas aquelas pessoas, ver que elas conseguem rir e conviver normalmente enquanto eu fico queita, sozinha no meu canto.

Enfim, espero ter forças para seguir firme esse ano. O último ano que me prende aqui.


Beijos, amo vocês!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012


Minha vida tem se resumido a uma profunda e inacabável depressão. Não tenho nem vontade de sequer ligar o computador. Choro constantemente, por tantos motivos e ao mesmo tempo por nenhum.
Como eu já previa, engordei e bastante. Com a mãe em casa todos os dias não é possível fazer nf. Sempre pensei que não havia desculpa para justificar nossa falta de persistência ao não conseguir concluir um nf muito longo, agora tenho certeza absoluta de que minha mãe em casa é uma justificativa muito forte.
Na sexta feira de manhã fui ao dentista (uso aparelho --‘) pelo menos deu pra enrolar bem por aqui e não comer, fingi ter tanta dor nos dentes que passei o dia sem comer; no sábado continuou a ‘dor’, mas fui DEFINITIVAMENTE obrigada a comer sopa, mesmo com o calor que estava fazendo -.- isso foi no almoço, à tardinha fui caminhar, 1 hora, na volta, foi uma briga para eu comer uma taça de gelatina. Briguei com a mãe e foi bem sério.
Domingo, comi gelatina no almoço e à tarde, acabei perdendo o controle. Sim, compulsão. Como eu sou idiota! Gorda! Gorda! Gorda!
Segunda e terça também acabei comendo demais, acho que umas 800kcal por dia. Um absurdo -.-
Porém, iniciei um nf às 17:30 de terça feira e tomei lax  as 21:30.
Me inscrevi na academia, fiz uma seção de 1 hora e meia hoje, vou ir todos os dias.
Ainda não comi nada e pretendo continuar assim.
Desculpem, sei que o post ficou uma droga, mas não estou com vontade de pensar, nem de escrever mais. Só vim porque não quis ficar sumida por mais tempo. Juro que logo visito os blogs de vocês.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

[...]

       O tempo muda as coisas, traz lembranças do passado, sensações, o gosto agridoce do que já viveu desde o momento em que decidiu mudar tua vida.
Chega o momento em que você cansa, se vê sozinha, analisa o quanto largou;  pode tentar, mas não consegue negar tanto assim pra si mesma que não sinta falta...
Me acostumei a ficar sozinha. Sei que não posso voltar atrás; definitivamente;  mas tenho a certeza de que posso recomeçar. Mudar sim, mas sem dor, sem tanta dor talvez. Mas será que eu quero realmente? Será que essas neuroses não são o que me fazem feliz de verdade? O que criei, o que vivo, é uma mentira reconfortante... Em meio a um turbilhão de tristezas, frustrações em todos os sentidos, isso me traz uma sensação de paz, de que ‘presto’ pra alguma coisa. Mas e quanto ao sentimento que tem quando te contam que aquele grupinho que andava uma vez foi numa pizzaria e foi tão divertido... (?) Comer, saber que tantas calorias estão entrando no teu corpo parece divertido? Não pra mim. E é divertido ficar em casa, trancada no quarto, ou fazendo exercícios, planos, talvez tentando desesperadamente vomitar o pedaço de maçã que acabou de comer? Se entupir de remédios, de calmantes, de laxantes, analgésicos, pois a dor de cabeça torna-se insuportável, ou aquela batida que deu em seu braço que parecia tão normal virou um roxo enorme e dói tanto...
Quando sente fome, aguenta o máximo. Pois você é forte, você controla seu cérebro. A fome passa. De repente tudo escurece e você desmaia. Quando volta a si, mesmo tendo sensações horríveis devido à fraqueza do corpo, acha isso o máximo. Chega o momento que sabe que precisa comer, então, vai até a geladeira, procura algo que tenha o menor número de calorias possíveis. Talvez uma fruta, que não seja cheia de gorduras saturadas, mas tem carboidrato... uma ou duas folhas de alface quem sabe. Come. Não seria um exagero tomar um iogurte light. E se tomasse mais uma sopinha instantânea...? E depois disso e até mais, você percebe que exagerou. Corre para o banheiro, tenta vomitar tudo, toma mais laxantes, faz exercícios, planeja um nf. Chora, se sente um lixo.
No outro dia, acaba se repetindo o episódio; você come de novo. Parece ter perdido o controle. Se desespera. Como eu sou idiota! Gorda! Horrorosa!
Um dia, sente que não consegue mais ficar assim. Dói tanto se sentir inútil. Dói não ter coragem de sair na rua, e mais ainda de ficar em casa por vergonha de sair. O coração fica apertado, como se alguém estivesse massacrando ele. É insuportável. Sabe que precisa sentir que há algo que dói mais do que isso que traz dentro de si. Que precisa continuar com isso pois não é a pior coisa do mundo e com certeza vai ser recompensada por todo esforço. Se fizer um corte no pulso, pequeno, sai um pouco de sangue, sente arder um pouco, te distrai, te deixa em ‘paz’. Precisava sentir isso.
Depois, a cada falha, cada fracasso, decepção, busca uma forma de conforto nisso. Gosta de ver o sangue escorrendo. Precisa se punir por ser uma gorda inútil, por não ser mais forte...
Não tem mais vontade de levantar pela manhã. Sente que é mais um dia terrível. Mais um dia que vai fazer te lembrar das tuas feridas, dos teus erros, de como te machuca tentar não errar mais.

Tenho medo de que seja assim, mas no fundo sei que já acontece e cada vez mais continuarei me tornando uma pessoa fria, sozinha, depressiva. Fugindo das pessoas, da realidade e me  refugiando nesse mundo de falsas ilusões que me fazem sentir bem, viva, feliz, e que infelizmente não dura mais que poucos instantes, pois nunca é o suficiente.