sábado, 29 de dezembro de 2012

Choices and changes

Bom, terminei meu curso, estou formada e com a maior nota de estágio entre todas as estagiárias de novo, sendo que foi determinada a nota com a média de um relatório de estágio, nota das supervisoras e da professora titular da turma. Foi bom, aprendi bastante, me envolvi com pessoas diferentes, li, e fiz o melhor que pude. Não me arrependo de forma alguma.
 Não tenho mais trabalho na escola infantil em que estava no turno da tarde, nem estágio no 5º ano pela manhã. Não tenho mais aulas, nem tenho que ficar noites acordada planejando, lendo, pesquisando.  No dia mesmo da minha formatura, depois de toda cerimônia, recebi uma proposta de trabalho, porém, já estava com a viagem marcada para fora daquela cidade que tanto me assombra.
Nunca mencionei aqui, eu acho, morava no Rio Grande do Sul, agora vim pra Florianópolis, em Santa Catarina. Temporariamente estou de férias e tem sido horrível. Não quero ir à praia, ficar com meu corpo gordo exposto. Passo os dias em casa, às vezes sem fazer nada.
Durante o decorrer do ano, meus hábitos mudaram muito. Sei que amadureci bastante mas também acabei me deixando de lado bastante. Sempre cuidei em relação a exercícios e alimentação, porém, sem tempo nem de almoçar muuitas vezes, acabava comendo coisas que não deveria, fora de hora, sem regras. Sim, infelizmente engordei, mas sei que consigo como muitas vezes, emagrecer e muuito.
Resolvi migrar de novo. Recém chegada nessa linda cidade, recebi uma proposta de ir morar em Brasília, uma propostas que já era pensada há tempo, porém, não quis desistir do estágio do meu curso pra ir pra lá. Novamente insistiram comigo nessa ideia. No final de janeiro vou pra lá. Vai ser difícil. Mesmo que meu relacionamento familiar não tenha sido dos melhores, fica minha mãe numa cidade e meu irmão, meu pai em outra, e eu, mais distante ainda. Vou sentir falta. Ao mesmo tempo complicado, talvez seja uma oportunidade para finalmente conhecer meu namorado, que mora na Bahia. Pelo menos não fica tão longe como ficávamos antes.
Mas penso... Ainda bem que a vida é feita de mudanças. Ainda bem que mudamos.


sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Never give it up


Na verdade há tempos que penso e quero vir aqui. Desde meu ultimo post, minha vida mudou muito. Percebi primeiramente que estava deixando de lado até minha formação for viver com essa neurose. Acontece que ainda não consegui desfazer-me dela, porém, tive de voltar ao foco. Minha chance de ir embora desse lugar que guarda tantas tristezas, de viver uma vida diferente, ir em busca do que me faz feliz, dependia de minha formação.
Nesse tempo em que não postei, aconteceram coisas relevantes que senti vontade de vir correndo e contar, mas além de não ter tempo, definitivamente, pensei que seria bem provável que minha mente e autoestima fracas não suportariam voltar a lembrar dessa vida e a partir de então, voltar-me novamente apenas a ela.
Quis contar e até mesmo poder conversar sobre meu relacionamento conturbado, com alguém que mora tão longe e que nem mesmo conheço pessoalmente, mas que amo taaanto, que completou 2 anos; quis falar sobre a depressão  foi meu aniversario de 18 anos, no qual, a suas vésperas comecei a refletir sobre o peso da responsabilidade, da dificuldade de enfrentar tudo sozinha, de doer e querer optar por continuar só. Quis também contar que valeu a pena tanto stress para planejar aulas, tantas noites de sono perdidas, para no final ficar com a nota mais alta entre 35 estagiárias no período de estagio, quis contar que ganhei flores lindas dos meus alunos da educação infantil e que por alguns momentos pude voltar a sentir prazeres da vida, os quais achei que nunca mais sentiria, porém que me valeram tanto com gestos e palavras tão simples.
Tive que andar contra o tempo para entregar meu relatório do pré-estágio, passei a noite toda acordada tentando terminar e de manhã já sai direto para a escola, também,no tempo que voltei a ter aula, mais ou menos por um mês, tive que varar noites estudando e fazendo trabalhos para recuperar o tempo perdido, quando faltei porque simplesmente não queria mais ver ninguém e nem ficar em público, que não queria que ficassem olhando como sou feia e gorda. Tive que cair na real e pensar no tempo que já passou, que foram 3 anos e meio de aula e práticas e que não poderia largar tudo assim.
Tentando não ouvir meu psicológico dizendo o quão sou fraca e que deveria desistir de tudo, de alguma forma tive coragem de afirmar que queria seguir em frente e me formar logo, afinal, seriam só 400 horas de estágio, o que corresponde a 100 dias letivos.
Felizmente, entre trancos e barrancos fui começando a gostar e passei a dedicar todo tempo disponível que tinha ao planejamento de aulas. Recebi 4 supervisoras de estágio neste tempo, que me motivaram e me elogiaram muuito.
Nos dias que antecederam minha formatura, voltou aquele interminável caos na minha vida. Mesmo com toda empolgação e a felicidade de estar quase no fim, bateu aquele desespero quando lembrei que era necessário ir a procura de um vestido. Logo deu vontade de chorar e senti muuita raiva de mim mesma.  Segurei, mas não durou muito tempo. Não foi possível conter as lágrimas ao olhar meu reflexo no espelho.
Percebi então que não importa o quanto eu busque por coisas diferentes, não importa quanto tempo passe, sempre haverá situações que me remeterão às mesmas lembranças passadas, ao mesmo sentimento de angústia, desespero e fraqueza, sempre voltarei a sentir como é viver no inferno em que passei tanto tempo, mas que torna se reconfortante.