sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Never give it up


Na verdade há tempos que penso e quero vir aqui. Desde meu ultimo post, minha vida mudou muito. Percebi primeiramente que estava deixando de lado até minha formação for viver com essa neurose. Acontece que ainda não consegui desfazer-me dela, porém, tive de voltar ao foco. Minha chance de ir embora desse lugar que guarda tantas tristezas, de viver uma vida diferente, ir em busca do que me faz feliz, dependia de minha formação.
Nesse tempo em que não postei, aconteceram coisas relevantes que senti vontade de vir correndo e contar, mas além de não ter tempo, definitivamente, pensei que seria bem provável que minha mente e autoestima fracas não suportariam voltar a lembrar dessa vida e a partir de então, voltar-me novamente apenas a ela.
Quis contar e até mesmo poder conversar sobre meu relacionamento conturbado, com alguém que mora tão longe e que nem mesmo conheço pessoalmente, mas que amo taaanto, que completou 2 anos; quis falar sobre a depressão  foi meu aniversario de 18 anos, no qual, a suas vésperas comecei a refletir sobre o peso da responsabilidade, da dificuldade de enfrentar tudo sozinha, de doer e querer optar por continuar só. Quis também contar que valeu a pena tanto stress para planejar aulas, tantas noites de sono perdidas, para no final ficar com a nota mais alta entre 35 estagiárias no período de estagio, quis contar que ganhei flores lindas dos meus alunos da educação infantil e que por alguns momentos pude voltar a sentir prazeres da vida, os quais achei que nunca mais sentiria, porém que me valeram tanto com gestos e palavras tão simples.
Tive que andar contra o tempo para entregar meu relatório do pré-estágio, passei a noite toda acordada tentando terminar e de manhã já sai direto para a escola, também,no tempo que voltei a ter aula, mais ou menos por um mês, tive que varar noites estudando e fazendo trabalhos para recuperar o tempo perdido, quando faltei porque simplesmente não queria mais ver ninguém e nem ficar em público, que não queria que ficassem olhando como sou feia e gorda. Tive que cair na real e pensar no tempo que já passou, que foram 3 anos e meio de aula e práticas e que não poderia largar tudo assim.
Tentando não ouvir meu psicológico dizendo o quão sou fraca e que deveria desistir de tudo, de alguma forma tive coragem de afirmar que queria seguir em frente e me formar logo, afinal, seriam só 400 horas de estágio, o que corresponde a 100 dias letivos.
Felizmente, entre trancos e barrancos fui começando a gostar e passei a dedicar todo tempo disponível que tinha ao planejamento de aulas. Recebi 4 supervisoras de estágio neste tempo, que me motivaram e me elogiaram muuito.
Nos dias que antecederam minha formatura, voltou aquele interminável caos na minha vida. Mesmo com toda empolgação e a felicidade de estar quase no fim, bateu aquele desespero quando lembrei que era necessário ir a procura de um vestido. Logo deu vontade de chorar e senti muuita raiva de mim mesma.  Segurei, mas não durou muito tempo. Não foi possível conter as lágrimas ao olhar meu reflexo no espelho.
Percebi então que não importa o quanto eu busque por coisas diferentes, não importa quanto tempo passe, sempre haverá situações que me remeterão às mesmas lembranças passadas, ao mesmo sentimento de angústia, desespero e fraqueza, sempre voltarei a sentir como é viver no inferno em que passei tanto tempo, mas que torna se reconfortante.



2 comentários:

  1. E eu entendo exatamente como se sente... parece que o pessoal abandonou um pouco aqui. Bom, estou voltando pra ativa do blog agora, to precisando conhecer o pessoal novo, fazer mais amizades aqui. Beijos e feliz ano novo!

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    1. Só pra dizer que nao dá mesmo pra apagar o passado né?

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